Celebrado em 31 de maio, o Dia Mundial sem Tabaco foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre os impactos do cigarro e da nicotina na saúde pública. A Universidade Católica de Pelotas (UCPel) assumiu um papel importante na prevenção e na promoção de ambientes mais saudáveis.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o mundo conta atualmente com cerca de 1,3 bilhão de fumantes. O tabaco é responsável pela morte de mais de 7 milhões de pessoas por ano, incluindo aproximadamente 1,6 milhão de fumantes passivos — pessoas expostas à fumaça do cigarro, mesmo sem fumar. No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 apontam que aproximadamente 12% da população adulta é fumante. Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, é uma das capitais brasileiras com elevados índices de tabagismo.
A UCPel se destaca, entre as instituições gaúchas, como uma das mais engajadas nessa pauta. Há mais de 15 anos, a universidade mantém o programa “UCPel Mais Saudável”, iniciativa que transformou os espaços da instituição em ambientes livres do consumo de produtos fumígenos, incluindo cigarros eletrônicos.
A política foi fortalecida por uma portaria, assinada pela reitoria, que ampliou a proibição do uso de tabaco para áreas abertas dos campi, como jardins e pátios internos. Além das restrições, o programa promove campanhas educativas, ações de conscientização e orientação para estudantes, professores e funcionários que desejam abandonar o vício da nicotina.
O coordenador do programa, médico e professor Roni Quevedo, destaca que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de morte no mundo. Segundo ele, a dependência causada pela nicotina possui forte componente químico, psicológico e comportamental, exigindo ações permanentes de prevenção e educação em saúde.
“Nosso objetivo é conscientizar as pessoas de que o hábito de fumar não é saudável. Nem por influência, nem por uma possível ansiedade. Isso é sério. Causa doenças que podem ser irreversíveis, como câncer, AVC ou infarto, por exemplo”, entende Roni.
As ações realizadas pela UCPel incluem o projeto “Fumo Zero”, que organiza atividades informativas sobre o tema. Entre as iniciativas estão distribuição de materiais educativos, orientações sobre tratamento e esclarecimentos sobre os danos causados, tanto aos fumantes ativos, quanto aos chamados fumantes passivos e de “terceira mão”.
“Para quem necessitar de um atendimento ou orientação, estamos sempre à disposição. Basta encaminhar um e-mail para ucpelmaissaudavel@ucpel.edu.br e tirar as dúvidas. É sempre uma satisfação poder contribuir para uma vida mais saudável a quem tem esse desejo”, destaca o professor
Mais do que restringir o consumo, ações como as desenvolvidas pela UCPel demonstram que o combate ao tabagismo também passa pela educação, acolhimento e incentivo à mudança de hábitos.
Redação: Lucas Pereira
Fotos: Leandro Lopes