Estilo de vida e saúde são dois conceitos que estão diretamente ligados, independente de faixa etária. Mas, no caso de idosos, manter a saúde em dia tem relação estrita com os diversos cuidados diários necessários ao corpo e à mente. Um trabalho de conclusão do curso de Fisioterapia da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) buscou estudar essa influência, pesquisando em um grupo de idosos do Centro de Extensão em Atenção à Terceira Idade (CETRES) como as ações educativas em saúde podem contribuir para melhorar a qualidade de vida em idosos hipertensos.
As graduadas Paola Medeiros e Caroline Viacelli foram as responsáveis pela execução do trabalho, sob orientação da professora Estefânia Moraes. Durante o último semestre de 2010, realizaram oito encontros, de cerca de uma hora cada, com um grupo inicial de 20 integrantes do CETRES. Nesses encontros, abordaram um instrumento de pesquisa denominado PEVI (Perfil do Estilo de Vida Individual) para avaliar de que maneira aspectos como atividades físicas, nutrição, controle do estresse, comportamento preventivo e relacionamento social contribuíam para o controle dos níveis de hipertensão.
Os dados foram coletados por intermédio de questionários aplicados em três períodos distintos: antes do primeiro encontro, no quarto encontro e após o último encontro. Esse material avaliou como as atividades realizadas pelo grupo, como oficinas, jogos educativos, palestras e exercícios; contribuíram para melhora no estilo de vida dos participantes ao longo do período de realização dos encontros. Os resultados levantados foram positivos tendo grande parte dos aspectos trabalhados na metodologia apresentado melhorias.
Para Paola, o trabalho serviu, além de instrumento de qualificação profissional, como meio de aprendizado sobre uma população diferenciada. “Aprendi a ouvi-los melhor e a assimilar um pouco de suas experiências”, disse. Para os idosos, a ex-aluna avalia que o trabalho foi importante por melhorar suas qualidades de vida, mas, também, por oferecer um ambiente de troca de experiências sobre uma mesma condição. A intenção agora é que outros cursos dêem continuidade ao projeto em suas respectivas áreas. “Eles [idosos] também conheceram mais sobre a Fisioterapia, que não é só reabilitação, mas também prevenção”, completou.