A Universidade Católica de Pelotas (UCPel), por meio do Centro de Atenção à Terceira Idade (Cetres), promove o I Seminário do Junho Violeta CETRES/UCPel, com o tema Dignidade, Proteção e Protagonismo da Pessoa Idosa. O evento será no dia 25 de junho, no Auditório do Ministério Público de Pelotas (rua Antônio Dias da Costa Moraes, 80), com início às 13h30.
A campanha “Junho Violeta” tem como objetivo conscientizar a sociedade brasileira sobre a necessidade de atuar na garantia dos direitos humanos e no enfrentamento à violência contra as pessoas idosas.
Para Hartur da Silva, coordenador do Cetres, a atividade é de extrema importância para ampliar a discussão sobre um tema que muitas vezes permanece imperceptível na sociedade. “A realização deste evento é fundamental para tirar a violência contra a pessoa idosa da invisibilidade. O Junho Violeta é um marco nacional e internacional, mas trazer esse debate para o âmbito local, unindo o Cetres/UCPel , o MP de Pelotas e o Conselho Municipal da Pessoa Idosa, permite criar um espaço real de reflexão e diálogo", destaca.
O Cetres atua diariamente para ser um espaço de acolhimento e vitalidade. Atualmente, cerca de 250 idosos são atendidos com painéis, formação e atividades culturais. O centro promove atividades que estimulam o envelhecimento ativo e saudável, além de atuar firmemente na cidadania e protagonismo da pessoa idosa.
O Coordenador explica que o maior desafio para enfrentar a violência contra a pessoa idosa é o etarismo, a subnotificação das agressões e o fato da maioria das violências acontecerem no ambiente doméstico. “As agressões vão muito além da física, tem violência psicológica, o abandono, a negligência e a violência patrimonial ou financeira (como a exploração de aposentadorias), sendo extremamente comuns e difíceis de detectar. Romper esse ciclo de silêncio e estruturar redes de denúncias rápidas e eficazes é um grande desafio enfrentado”, explicou.
“A sociedade pode contribuir contra a violência, mudando o seu olhar sobre o envelhecimento, parando de enxergar o idoso como um fardo ou alguém incapaz. Ações e trabalhos de conscientização são essenciais”, entende Hartur.
Por fim, ele destaca que não basta apenas proteger o idoso da violência, é preciso garantir que ele viva com dignidade e autonomia. “O protagonismo significa entender que a pessoa idosa é dona da sua própria história, consciente de seus direitos e com um papel ativo na sociedade. Quando promovemos o protagonismo, devolvemos a autoestima e o poder de escolha que muitas vezes lhes são tirados. O envelhecimento deve ser celebrado como uma fase de muita participação ativa.
As inscrições são gratuitas e seguem abertas até o dia 23/06. As vagas são limitadas e para participar das atividades, basta preencher o formulário disponível no link.
Redação: Gabriela Ávila