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Fisioterapia desenvolve projeto com recém-nascidos no HUSFP
13.04.2007 | 00:00
Fisioterapia desenvolve projeto com recém-nascidos no HUSFP

O nascimento de um filho é um momento mágico na vida dos pais. Mas em algumas ocasiões, a vinda antecipada do bebê muitas vezes acarreta uma série de problemas que poderão acompanhá-lo por toda a sua vida. Pensando no bem-estar do recém-nascido prematuro e para tentar amenizar possíveis complicações, a fisioterapeuta do Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP/UCPel), Fernanda Burlani Neves, desenvolve um projeto na UTI Neonatal da instituição. A ação, realizada desde outubro do ano passado, tem como objetivo estimular a prática da fisioterapia respiratória, a fim de reduzir o tempo de internação das crianças e implantar um atendimento ambulatorial de forma que contribua para a queda do número de novas internações.

Segundo a responsável pelo projeto, a prematuridade é responsável pelo aumento das taxas de mortalidade por doenças respiratórias. Cerca de 2,2 milhões das visitas ao médico pediatra e as internações hospitalares contabilizadas anualmente no Brasil são resultantes do nascimento anterior aos nove meses de gestação. Por outro lado, Fernanda afirma que avanços na prevenção e no tratamento têm permitido um cuidado maior com os recém-nascidos. “A fisioterapia é uma grande aliada, com um tratamento amplo e de caráter precoce. Ela é indispensável pois auxilia na prevenção de lesões pulmonares permanentes e no atraso definitivo no desenvolvimento dos pulmões”, explicou.

Vantagens: A redução no tempo de internação pelo atendimento fisioterápico dos recém-nascidos na UTI Neonatal do HUSFP, assim como a prevenção de reinternação dessas crianças pelo auxílio das sessões de fisioterapia respiratória no ambulatório do Campus da Saúde da UCPel contribui para a melhora das condições físicas e de qualidade de vida dessas crianças e de seus familiares. “O trabalho não é apenas feito com as crianças especificamente, mas está voltado também ao cuidado com toda a família, às angústias de cada um”, destacou Fernanda Burlani Neves.

Conforme a responsável, a fisioterapia acaba por se tornar um tratamento complementar aos pacientes. Além disso, a possibilidade de dar continuidade à terapia após a alta da UTI, por meio do atendimento ambulatorial, permite identificar precocemente, bem como reduzir, os efeitos e determinados fatores de risco ocasionados pelo nascimento prematuro.

Segundo Kelly Rangel de Barros, mãe de Alessander de Barros Rodales, hoje com oito meses, nascido prematuramente no sexto mês de gestação, o trabalho diário, que inclui até massagens para amenizar cólicas, tem influenciado o desenvolvimento do pequeno. “A parte motora dele está melhor. A fisioterapia tem ajudado para o crescimento sadio do meu filho”, afirmou.

Além das visitas semanais ao Campus da Saúde, os pais também aprendem como massagear as crianças em casa. Para Sônia Regina Cardoso Tavares, mãe de Thalia Tavares Bilhalva, de dez meses, nascida no sétimo mês de gestação com apenas 1,2 quilo, os ganhos também são evidentes. “A Thalia ficava gripada constantemente. Com o tempo ela ganhou peso gradativamente e seu equilíbrio também teve uma melhora considerável”, disse.

Aprendizado: Participam voluntariamente do projeto as acadêmicas Clarissa Barros, Tiane da Fontoura Fernandes, Ana Paula Ribeiro, Katiúscia Mirapalhete, Gabriela Santos e Michele Zehetemeyer, alunas do sétimo e nono semestres do curso de Fisioterapia da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Para elas o aprendizado e experiência adquiridos através do atendimento aos prematuros são fundamentais à formação. “Podemos observar significativamente a melhora no restabelecimento das crianças, adequando cada atividade à ordem cronológica deles e ainda contribuímos com o desenvolvimento motor de cada criança”, ressaltaram. As estudantes começaram a atuar nesse tipo de trabalho depois de escrever o artigo A importância da fisioterapia na UTI Neonatal. O desenvolvimento deste empolgou as estudantes para que passassem a auxiliar as mães.

Serviço: Pais ou responsáveis de crianças de idade até cinco anos de idade que apresentem problemas respiratórios podem fazer parte do projeto da UCPel. Basta entrar em contato com a fisioterapeuta responsável, Fernanda Burlani Neves, das 16h às 19h pelo telefone (53) 2128.8334, ou pelo e-mail
burlanifisio@pop.com.br. A terapia é oferecida gratuitamente.

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