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Estudo sobre Bem-estar na Adolescência é publicado
25.05.2007 | 00:00
Estudo sobre Bem-estar na Adolescência é publicado

Pesquisa realizada por professores e alunos do curso de Psicologia da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) foi publicada na última edição da revista de nível internacional Cadernos de Saúde Pública. O trabalho Bem-estar Psicológico e Adolescência: fatores associados circula na última publicação, editada pela Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz. Os autores são os professores Ricardo Azevedo da Silva, Bernardo Lessa Horta e Ricardo Tavares Pinheiro com a participação dos acadêmicos Lívia Malta Pontes, Augusto Duarte Faria, Luciano Dias de Mattos Souza e Ana Laura Sica Cruzeiro. O estudo foi desenvolvido enquanto os estudantes cursavam a graduação, em 2002.

O trabalho abordou o bem-estar dos adolescentes na faixa dos 15 aos 18 anos, através de uma avaliação transversal de base populacional, ou seja, em uma população estimada num determinado período do tempo. Bem-estar é o grau em que cada pessoa julga a qualidade de sua vida favoravelmente como um todo. Os pesquisadores buscaram analisar os fatores que estão associados ao sentimento de felicidade. “Nós, através do bem-estar, tentamos estudar o quanto as pessoas são felizes”, afirmou o pesquisador e diretor da Escola de Psicologia da UCPel, Ricardo Azevedo da Silva. Foram abordadas questões sobre religiosidade, nível sócio-econômico, uso de drogas, tabagismo, consumo de álcool, atividades físicas e utilização de métodos anticoncepcionais.

A pesquisa apurou relações entre as variáveis ligadas à felicidade, mas não causa e efeito. Portanto, não se sabe se alguma das variáveis é causadora, mas apenas que está relacionada com o sentimento de felicidade. Os resultados apontaram que a maioria dos adolescentes são mais felizes. O estudo ainda detectou que os jovens pobres (classes D e E) têm quase duas vezes mais chances de pontuarem menos no escore de bem-estar e, conseqüentemente, mais chances de serem infelizes.

Filhos de pais com baixa escolaridade também são menos felizes, assim como os adolescentes que pouco praticam exercícios físicos. Da mesma forma, quem fuma e quem bebe mais é menos feliz. Em contrapartida, a religiosidade está associada positivamente. “Quem tem religião é mais feliz”, afirma Azevedo da Silva.

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