O curso de Medicina da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) deu um salto significativo no cenário nacional. Foi publicada, nesta semana, a 12ª edição do Ranking Universitário Folha (RUF), com os resultados de 2026. O curso, que em 2025 estava na 106ª posição (em 2025), ocupa agora o 47º lugar entre as 394 escolas médicas avaliadas em todo o país. Com o resultado, a UCPel figura como o 5º melhor curso de Medicina do Rio Grande do Sul no ranking geral, à frente de instituições federais, e a 2ª entre as universidades privadas do estado.
O RUF é considerado um dos principais indicadores de qualidade do ensino superior brasileiro e analisa universidades públicas e privadas a partir de cinco pilares. Na avaliação do curso de Medicina da UCPel, o grande destaque ficou por conta do indicador Avaliação do Mercado, no qual a instituição alcançou a 7ª posição nacional, além de obter o 67º lugar em Qualidade do Ensino.
O desempenho no RUF 2026 ratifica o reconhecimento oficial já concedido pelo Ministério da Educação (MEC), que atribuiu nota máxima (conceito 5) tanto à instituição quanto ao curso de Medicina. A sintonia entre o índice acadêmico e a percepção do mercado de trabalho reflete a sólida estrutura pedagógica e assistencial da universidade.
Para o coordenador do curso e diretor-geral do Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), Cayo Lopes, o destaque é celebrado com ainda mais responsabilidade.
"Esse destaque demonstra a relevância que a formação oferecida aqui na UCPel tem se apresentado no mercado de trabalho. Na prática, significa que estamos formando médicos em uma instituição que tem relevância e reconhecimento, e isso nos dá ainda mais responsabilidade", destaca.
Para ele, a formação médica precisa ir além do conhecimento teórico. Ela exige experiência prática, capacidade técnica, sensibilidade, empatia e compromisso com a vida. “Nesse sentido, a integração aqui na UCPel, com o HUSFP, sendo seu hospital próprio, certificado como Hospital de ensino, o Hospital de Simulação (HSim) como cenário complementar, aproxima a formação acadêmica das necessidades reais dos pacientes e da comunidade”, entende.
Para Cayo, o trabalho coletivo, quando executado com maestria, garante resultados na ponta. "Um resultado como esse não é mérito de uma única pessoa ou de uma gestão isoladamente. É fruto do trabalho de professores, estudantes, profissionais da saúde, equipes administrativas e do total apoio da reitoria às necessidades que apresentamos, contribuindo assim pra uma gestão mais assertiva", finaliza