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Incubada do Ciemsul/UCPel atua na garantia de moradia digna para populações de baixa renda

19.12.2018 | Ciemsul

O direito à moradia adequada é considerado um dos Direitos Humanos e está presente na Constituição Federal Brasileira. Através da Arquitetura, a Eficiobra – empreendimento incubado no Centro de Incubação de Empresas da Região Sul da Universidade Católica de Pelotas (Ciemsul/UCPel) – pretende garantir tal direito às populações em vulnerabilidade social. Em fase de pré-incubação, a iniciativa atua em sete projetos pilotos na Ocupação Uruguai e outros nove aguardam na lista de espera.

Idealizada pela arquiteta e urbanista, Cristina Rozinsky, a incubada propõe um ciclo de ações com início no levantamento de patologias, desenvolvimento de projeto, cálculo de orçamento e finalizado na execução da obra. O pacote é oferecido de modo a realizar a reforma de um cômodo por vez e os gastos podem ser pagos em até 24 parcelas. Além de acessibilidade ao serviço de assistência técnica, o empreendimento também visa incentivar as pessoas a arrumar suas casas em busca de melhor qualidade de vida.

Na Ocupação Uruguai, infiltração, falta de revestimento, ventilação e iluminação inadequadas foram os principais problemas encontrados. Segundo Cristina, das sete edificações analisadas, quatro necessitam de reformas no telhado. “Estudos identificaram a relação de doenças respiratórias e infectocontagiosas com patologias habitacionais. Então nós também estamos trabalhando com a saúde das pessoas”, justifica a arquiteta.

Para executar os projetos, a mão de obra será oriunda de técnicos em edificações egressos da turma do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos do Instituto Federal Sul-rio-grandense (Proeja/IFSul). Os materiais de construção serão comercializados a preço social, através de parcerias com empresas fornecedoras. Nesse período de pré-incubação, a Eficiobra conta com o apoio da HCS Engenharia e Construtora, Varejão Rejunte e Vedacit Impermeabilizantes.

Apesar de ter avançado no piloto, a incubada ainda busca investidores para viabilizar as obras, em duas formas de parceria: doação ou adoção de um projeto. Por se tratar de trabalhos de baixa complexidade, a proposta da Eficiobra é executar as reformas em um prazo de até 10 dias. Interessados podem aderir ao empreendimento pelo e-mail eficiobra@gmail.com. “Os valores não são altos e, se a pessoa resolve adotar uma obra, o dinheiro investido servirá para outras duas ou três, porque volta com a parcela do cliente”, explica Cristina.

No momento, a empresa aguarda firmar parcerias com investidores para dar continuidade ao ciclo proposto e realizar cadastro de novos projetos. De acordo com o integrante da incubada e formando em Arquitetura e Urbanismo na UCPel, Ricardo Pestano, além das sete edificações piloto, outras nove estão na lista de espera do serviço. “Criamos a lista de espera porque não podemos assumir um compromisso que não será cumprido. A Eficiobra dá um olhar de esperança, dignidade, conforto e saúde para os clientes”, afirma.

Arquitetura na garantia de um direito humano

No Brasil, a Lei da Assistência Técnica assegura o direito das famílias baixa renda de ter acesso à assistência técnica pública e gratuita para projeto e construção de habitação de interesse social. Contudo, segundo pesquisa do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), 15% da população busca assessoramento e 85% constrói ou reforma apenas com mão de obra (pedreiro ou empreiteiro). “O arquiteto é visto como item de luxo, mas não é só isso. O papel social possibilita um campo de atuação imenso”, ressalta Cristina.

A técnica em edificações e também integrante da Eficiobra, Isadora Terra, aponta a insalubridade das moradias e a carência do acesso a um serviço de assistência técnica como um problema social. “É um problema que envolve diversas áreas porque a casa é o lugar que tu volta depois do teu dia, é o lugar que tu tem. Tudo isso fez eu ressignificar minha profissão e entender de que forma posso usar meus conhecimentos”, relata.

Por isso, a principal premissa da Eficiobra é utilizar a arquitetura para garantir dignidade e conforto na moradia de quem não tem acesso. “Assim como a saúde, os governos deveriam proporcionar assistência técnica para habitação e o negócio social vem para fazer o que os governos não fazem: nós resolvemos um problema social, que é o nosso carro chefe”, afirma a arquiteta que vê no empreendimento um recomeço na carreira e oportunidade de satisfação pessoal e profissional.

Redação: Piero Vicenzi

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